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6 de abril de 2011

O bebê nasceu, e agora? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas...


Logo que Téo nasceu eu tinha muitas, muitas dúvidas. Não importa o quanto a gente leia sobre o assunto, se prepare, pergunte... sempre sobram questões. E, muitas vezes, é até difícil conseguir que alguém responda às perguntas mais urgentes: a mãe não lembra, o pediatra não atende, a consulta com o obstetra é só no fim do mês... E aí o que ajuda mesmo é ter uma amiga que já teve filho. Todo esse “nariz de cera” (expressão que a gente usa em jornalismo para nomear um começo de texto que não diz nada, só floreia) para dizer que resolvi escrever sobre as minhas primeiras dúvidas para ver se posso ajudar a amiga Luiza, mamãe do Benjamin.

Preciso acordar o bebê pra mamar?
Além das enfermeiras, todos os pediatras da maternidade disseram que sim. Durante exatos 12 dias eu acordei o Téo para mamar de três em três horas. Mas na primeira consulta com a pediatra dele, a orientação foi: se o bebê está bem, ganhando peso, deixe ele dormir!!! Engraçado que foi a mesma coisa que minha avó, que criou cinco filhos, disse: “em criança que está quieta não se mexe!” Nunca mais acordei o Téo e ele está ótimo, com peso excelente.
Posso dar de mamar quando ele quiser?
Existe uma série de especialistas que dizem que devemos amamentar só de três em três horas, para o bebê não ficar “chupetando” o peito. A mais famosa é a Tracy Hogg, conhecida como encantadora de bebês. Ela defende uma rotina rígida para os bebês desde a mais tenra idade, com horários de mamadas e sonecas. Eu adotei o regime de “livre demanda”, ou seja, dar o peito a qualquer hora. Se Téo chorasse apenas uma hora depois de ter mamado e eu suspeitasse de fome, dava o peito.
E se o bebê dormir no peito?
Não é indicado. Eu deixava ele dormir no peito até o terceiro mês. Só a partir do quarto mês que comecei a criar uma rotina de sono, para fazê-lo dormir à noite. Aí acostumei ele a adormecer no berço e deu certo.
O bebê dorme quase o dia todo, é normal?
Sim, é normal. O Téo só passou a “acordar para a vida” mesmo lá pelo terceiro mês. Antes disso, eles tirava looongas sonecas sem diferenciar o dia da noite.
Ele soluça muito e não arrota!
É super normal soluçar. E é normal também não arrotar mesmo ficando dez minutos na posição vertical.  Significa que mamou direitinho, sem engolir ar.
Posso pegar no colo, balançar, ninar?
Olha, uns dizem que vicia, outros que é importante para a criança se sentir protegida, amada. Quando Téozinho era bem bebê, eu ninava. Até porque ele era levinho! Quando comecei a criar a rotina de sono dele, parei de ninar, para ele não associar o balanço com o sono. Mas sempre fui mais do tipo que “pega no colo” do que do tipo que deixa o bebê se virar. Tanto é que ele não engatinha até hoje, com quase dez meses!
O leite materno não sustenta meu filho.
Sim, o leite materno faz o bebê ter fome mais rápido que o leite de fórmula. Mas isso não é ruim de jeito nenhum, gente! O nosso leite é mais fácil de digerir! Por isso, eles querem mamar de novo. Mas não significa que tenham ficado com fome, que o leite materno não vá nutri-los...
Meu peito fica muito cheio de leite.  Que fazer?
Essa era uma das dúvidas que mais me atormentava. Aquele peito duro, de tanto leite. Uns dizendo para tirar, outros para não tirar porque ia faltar para o bebê e etc etc. Uma coisa é fato: tirar o leite vai fazer com que mais leite seja produzido. Então, é melhor evitar tirar, para que a oferta seja regulada pela demanda do bebê. Eu nunca tirei e com o tempo a produção foi se ajustando, até o completo desmame. Agora, se parecer que o peito vai empedrar, aí é melhor tirar. Quem ajuda a avaliar isso é o Banco de Leite.

E vou ficar “pingando” leite para sempre?
Não! Graças a Deus! Hehe... Depois de um mês ou dois, passa e os absorventes de seio vão ficando cada vez mais desnecessários. Ah, não é bom dormir com esses absorventes nem com as conchas, porque pode favorecer o desenvolvimento de fungos. E como fazer? Não tem muito jeito não. Eu dormia com uma fralda dentro da camisola, mas tinha que trocar o lençol da cama mesmo assim, de tanto leite que vazava.
E amamentar vai doer sempre?
Também não! Amamentar só dói no comecinho, até a gente acostumar. Duas coisas que ajudam: usar aquelas conchinhas para preparar o seio antes do bebê nascer, usar a conchinha que evita o contato da roupa com o mamilo logo depois de o bebê nascer, e tomar sol no seio. Ah, e uma dica ótima: no final de cada mamada, passar leite em todo o mamilo. Santo “remedinho” natural!
 E a derradeira dúvida, aquela que não quer calar: essa barriga enooorme vai voltar ao normal?
Sim, volta. Claro que não vai voltar a ser aquela barriga negativa, reta e durinha. É muito difícil ser a mesmíssima de antes, depende da genética e do esforço da mulher antes e depois da gravidez. Mas aquela “pança” enorme do pós-parto, que parece uma barriga de seis meses, vai diminuindo com o tempo. Às vezes, a gente pensa que não vai voltar, porque pode demorar. Tem mulheres que só recuperam a forma depois de um ano! Mas podem acreditar: melhora a cada mês. Principalmente se você estiver amamentando.
É isso. Espero ter ajudado! J

3 comentários:

  1. Ameeeeeei, Katrine! Principalmente a parte da livre demanda, dessa impressão de que o leite não está dando conta, do dormir no peito... é impressionante como a gente nao sabe de nada até passar por isso. Eu jurava que seria uma seguidora de Tracy Hogg e quase caio em depressao quando me vi falhando em sucessivas tentativas. Os médicos falando em livre-demanda, os livros em disciplina, os parentes mandando dar complemento... caos psicológico!! Nossa, como sofri nesse primeiro mês. Nao quero parecer piegas, mas o seu post sobre o desmame do Teo me tranquilizou bastante tb. Quer dizer, vc tambem passou hoooras amamentando e nem por isso seu filho tem problemas! Outra: isso vai acabar um dia e eu vou sentir saudade! Agora conta como vc trabalhou para criar uma rotina se sono? Foi sofrido? Chegou a usar o método do "Nana, nene"? beijos e super obrigada!!

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  2. Kat, o seu post está muito bom e eu fico impressionada do tanto que tudo saiu certinho pra vcs! Acho que vc é uma super mãe! Olha, aqui em casa foi bem diferente. Primeiro, eu queria ser uma seguidora da Tracy e até tentei, mas, assim, como a amiga aqui de cima, falhei em todas as tentativas, hahahaha. João chorava demais e eu percebi que algo estava errado e passei à livre demanda. Tudo melhorou!
    Do mesmo jeito que o Teo, João dormiu no peito até três meses e eu tentei tirar para o ritual do sono. Só que aqui não deu certo. Ele chorava demaaaais da conta! Fora que ele, ainda bebezinho pequeno, dormia muito mal e o peito ajudava a acalmar. Até hoje, o ritual noturno de sono é com peito e muitas vezes, a soneca da tarde só acontece se mamar. Também tive muitos problemas pra ensina-lo a comer, porque, novamente, ele so queria mamar. E aos cinco meses, dei uma surtada com amamentação, porque o menino estava engordando quase nada e não comia. Eu achava que devia sim ter seguido os conselhos de complementação.
    Enfim, o fato é que ele está aí, forte e saudável, comendo pouco, mamando muito ainda, mas dormindo melhor. E estamos todos muito felizes. Acho que varia em cada caso. O importante é fazer o melhor que se pode e torcer pra funcionar! Falando nisso, o leite de colherzinha está dando certo?

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  3. Luiza, depois vou escrever um post sobre o ritual de sono do Téo. Não fique tão angustiada, porque nada é como dizem pra gente que vai ser mesmo! O melhor é compartilhar experiências com as outras mães (as mais novas, porque tudo muda de uma geração para outra, embora todo mundo tenha sobrevivido... hehe), porque aí a gente vê que todo mundo passa pelas mesmas coisas...

    Maria Clara, eu acho que o temperamento do Téo ajuda muito. Ele não é um menino ativo, cheio de energia, como o João. É muito, muuuito calmo mesmo. Todo mundo que o conhece repara isso. Eu acredito que eu faria muitas coisas diferentes se ele não "colaborasse" tanto, hehe... Quando ele não mamou o NAN, deu vontade de por Nescau na mamadeira!
    E eu acho que Téo deveria ter começado a ter complementação no quinto mês também. Do quinto pro sexto ele não engordou praticamente nada! Quando começou a comer, voltou a crescer normal.
    Acho que a gente deve sempre pensar em cada dica, cada "regra", cada orientação de acordo com o nosso próprio bebê, né não? Aí entra o melhor conselho que já recebi: seguir o instinto!
    Bjs

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